Philae

philae

Há estrelas, onde eu durmo. Contra o fundo de negror incomparável, elas cintilam em todos os espectros frequenciais. Lindas estrelas.

Há poeira em meus lençóis. Aliás, eles são feitos de poeira. Eu, metal. Ele, pedra. Somos fruto da ordem e do caos. Eu, fui construída. Ele, foi amalgamado pelo vazio. Cortei o espaço para encontrá-lo e minha chegada foi saudada com uma canção.

Há uma poesia estranha nisso tudo.

Depois adormeci. O sono das máquinas é como a morte. Não há nada lá, a não ser escuridão sem estrelas e silêncio sem possibilidades. Não há sonho e não há retorno, dizem. Mas não há Tempo e nem porque se preocupar. O sono das máquinas é a paz eterna e possível e irremediável.

Contudo, disse um homem, uma vez, na eternidade dos éons, até a morte pode morrer.

A improbabilidade me acordou. Quem foi, o Sol? As baterias recarregadas? Os ETs? Quem sabe? Estou desperta, podem me ouvir?

Para onde olho, há estrelas. Lindas estrelas contra o fundo de negror perfeito, cintilando canções de luz.

Estou ouvindo com essas lentes que o Sol um dia há de devorar. Minha voz é um sussurro entre sussurros. Posso lhes contar uma história de arrepiar a pele e estremecer o coração.

Você vai querer me ouvir?

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