Natal, de novo

IMG_0515 (1)Eis-nos, de novo, à borda do amanhã.
O ano vai terminar. O ano vai começar. Todo mundo tem pressa de chegar a algum lugar, mas tudo é para depois.
Depois do trabalho a gente vai se encontrar. Depois da viagem. Depois das compras. Depois da chuva. Depois da cheia. Depois. Viver, nesta época, é adiar a vida para logo mais. Para o ano que vem. Para depois do tempo.
Seria bom se pelo menos dessa vez a gente pudesse não adiar. Pudesse viver o agora com o que ele nos oferece: o Outro. O enigma maior que só se resolve com aquela doação que confundimos continuamente com outra coisa. Seria bom se pelo menos hoje a gente não adiasse a esperança, o sorriso, a fé. Seria bom se desta vez a gente não esperasse nada que não fosse aquilo que a vida tem para nos dar. E pudesse encontrar a luz onde, aparentemente, só há trevas. E pudesse encontrar a luz onde, aparentemente, só há medo. E pudesse encontrar a luz dentro da gente, e não fora. Não na árvore, nem nas ruas, mas dentro de nós.
E se pudéssemos deixa-la transparecer no sorriso, no olhar, nas palavras.
E pudéssemos, acreditar no Natal mais uma vez. E ser feliz, apenas, com estar aqui. Neste momento. Em nossa vida. Neste mundo que nos cabe.
À borda do amanhã: Feliz Natal.

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