Feira do Livro de Novo Hamburgo – 2

livros

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No começo do mês de agosto, enviei este artigo para o Jornal NH, enfocando o tema “Feira do Livro de Novo Hamburgo”. O artigo não foi publicado e não sei se o será. Então, deixo com vocês a presente reflexão e uma série de outras três. Para garantir, pelo menos, que deixei clara a minha posição.

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Se você foi ao Teatro Paschoal Carlos Magno nos últimos tempos, tenho certeza de que curtiu algum espetáculo que falou ao seu coração – música, teatro, dança, tanto faz.

Mas também tenho certeza de que ao sair do teatro, ao olhar para o outro lado da rua, quando o seu olhar mergulhou na Praça 20, um estremecimento acelerou o seu coração. É uma coisa meio antiga, que está inscrita em nossos genes: o tempo em que o bosque escuro escondia todo tipo de mistério, encanto e ameaça. Talvez houvesse alguma luz – voltaram a colocar lâmpadas nas luminárias dos caminhos calçados. Mas é pouca. E você pode ter ouvido – como eu, da última vez – um violão. Vozes. Uma canção antiga. Até lembrei da adolescência. Mas logo pensei no cotidiano e nas notícias policiais.

É por isso que a Feira do Livro precisa voltar à Praça 20.

Praças são espaços públicos, destinados ao lazer e ao encontro. Merecem estar iluminadas, cheias de gente que não se oculta nas sombras. Precisamos voltar a dar à Praça 20 uma festa que a encha de luz, ideias e alegria sem deixar espaço para as sombras. Nossa História precisa urgentemente de parágrafos positivos, onde a gente possa reencontrar a alegria de viver em sociedade. Quando a praça se enche de livros e luzes, quando a praça recebe visitantes, palcos e o cheiro dos quitutes recém feitos se espalha sob as ramagens, é então que recuperamos o espaço urbano para todos. É então que temos a oportunidade de rever páginas que ficaram para trás no livro de nossos dias e escrever o Futuro que todos desejamos: com igualdade, liberdade e fraternidade, ideais republicanos aos que precisamos somar a Paz, sem a qual não se constrói um país para todos.

 

 

 

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