Feira do Livro de Novo Hamburgo – 3

livros

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No começo de agosto enviei um artigo (não este) para o Jornal NH, enfocando o tema “Feira do Livro de Novo Hamburgo”. O artigo não foi publicado e não sei se o será. Então, deixo com vocês a presente reflexão e uma série de outras três. Para garantir, pelo menos, que deixei clara a minha posição.

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É, eu sei. Fazer a Feira do Livro de Novo Hamburgo na Praça 20 é um problemão.
Você sabe: em uma cidade difícil de estacionar como esta, de trânsito complicado, abrir mão de ruas de estacionamento próximas dos bancos, é um problema. É verdade que há pelo menos cinco estacionamentos próximos mas… é preciso pagar. Quando os ônibus chegam com os alunos das escolas municipais, então, é preciso mais: é preciso jogo de cintura, porque o Centro já congestionado congestiona ainda mais.

Além do mais, é preciso providenciar as lonas para cobrir as tendas de livros; armar os palcos; destinar um espaço para a venda de alimentação; providenciar rede elétrica segura para todos. Criar uma estrutura. E em um momento difícil como o da atualidade, trazer mais segurança pública. Tudo é gasto sobre gasto.

Um problemão. A despeito da proximidade do Teatro Paschoal Carlos Magno, onde se pode fazer encontros de leitores e escritores, apresentações variadas e usufruir da estrutura para palestras, a Feira do Livro na Praça 20 é um problemão.

Talvez por isso o poder público prefira fazer a Feira na FENAC. O espaço é limpo. Não se precisa gastar: já há telhado, rede elétrica, estacionamento, segurança. O som para as palestras é horrível – pelo menos no ano passado, foi – mas e daí? Também é verdade que público mesmo, aquele que vai à Feira por inércia, por estar passando por ali, não compareceu na FENAC porque as pessoas não passam por lá – mas e daí? Foi uma feira meio desértica, que só tinha algum movimento quando as escolas apareciam mas… Em vez ser um quebra-cabeças, foi fácil, simples, passou como uma brisa. Como se não tivesse acontecido nada.

Bem assim: como se não tivesse acontecido nada.

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